Anilhagem científica de aves na Pateira

No âmbito das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade e do programa Ciência Viva a Pateira de Fermentelos foi palco de duas sessões de anilhagem cientifica de aves.

Os participantes, sob orientação do Anilhador Sérgio Marques, ficaram a conhecer as aves habitualmente capturadas e a forma como é realizada a anilhagem cientifica. Foram recolhidos exemplares de: Rouxinol-pequenos-dos-caniços, Papa-moscas, Trepadeira, Guarda-rios, Melro, Bico-de-lacre, entre outros. Chegou mesmo a ser recolhida uma espécie previamente anilhada em Inglaterra. De realçar que todas as aves estudadas foram depois devolvidas à natureza.

Com estas iniciativas, de sensibilização e promoção da biodiversidade, Águeda melhora a sustentabilidade local através do estudo de espécies migratórias e da conservação de habitats únicos, como é o caso da Pateira de Fermentelos.

A anilhagem de aves permite ainda conhecer melhor as espécies através da recolha de dados biométricos e rotas migratórias, visto os elementos recolhidos serem partilhados a nível internacional. A anilhagem científica de aves teve início na Dinamarca em 1889, sendo efectuada com alguma regularidade na Pateira de Fermentelos e permitindo conhecer melhor as espécies e populações de aves que ocorrem nesta importante zona húmida da REDE NATURA 2000.

A criação em 1963 de uma rede internacional, devidamente coordenada, de estações de anilhagem e de Centrais Nacionais de Anilhagem, conhecida por EURING (www.euring.org), foi indispensável para uma gestão correcta e eficaz da anilhagem científica na Europa.

As sessões em Águeda realizaram-se nos dias 31 de Julho e 28 de Agosto, em parceria com a Associação Portuguesa de Anilhadores de Aves (APAA).

A não esqueçer…
Se encontrar uma ave morta anilhada comunique o código inscrito na anilha para o Centro de Estudos de Migração e Protecção das Aves (CEMPA/ICNB) ou para a Associação Portuguesa de Anilhadores de Aves (APAA). Se a ave (ou outro animal) estiver ferida (anilhada ou não) chame a GNR local, que deslocará a equipa especializada em Ambiente, o SEPNA, para conduzir o animal a um Centro de Recuperação de Animais Selvagens mais próximo. Pode ainda solicitar apoio/informação na Câmara Municipal de Águeda através de celia.laranjeira@cm-agueda.pt. Mais informações em Ciência Viva ou através da APAA.

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